quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Eram só palavras…


Eram apenas meras palavras
Que tu dizias e escrevias,
Umas doces e outras bravas
Que me soavam como melodias.

Palavras que me encantaram
Ditas e até mesmo escritas.
Algumas que me chamaram
À realidade que tu evitas.

Mas eu não as quis ouvir,
Muito menos ler…
A realidade tinha de intervir
Mas eu não a queria conhecer.

Era dura e cruel
A realidade fora das tuas palavras,
Mas soavam doce como o mel
Quando dizias que me amavas.

Mas quando caí na realidade
Vi como tudo doeu.
Tu não me amavas de verdade
E nunca foste meu.

Nunca passaram de meras palavras
De uma folha velha e amachucada,
Mas elas foram capazes
De me deixar magoada.

Acreditei no que me dizias
Enquanto pensava que era feliz,
Mas a verdade é que o que sentias
Não é aquilo que a tua boca diz.

- Débora Amorim
- 15.11.2012
- 03:48h

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Nunca é tarde demais!

Nunca é tarde demais
Para lutar pelo que queremos,
Para construir um cais
Onde haja água, um barco e remos.

Nunca é tarde para sonhar
Acerca da nossa vida,
Que sabe se não podemos encontrar,
Nesses sonhos, uma saída.

Não devemos desistir
Do que está dentro de nós.
Temos um caminho para seguir,
Estejamos acompanhados ou a sós.

Temos esperança e vigor,
Por isso, vamos à luta!
Vamos deixar de lado o rancor
E ganhar esta disputa.

Temos sonhos por realizar,
Desejos para se cumprir.
Um futuro ainda a idealizar
E vontade de sorrir!

Por isso, vamos ser nós,
Estranhos mas felizes.
Vamos dar voz à nossa voz
E seguir as nossas próprias directrizes.

Sê tu como quiseres
E faz o que te apetecer,
Porque quer homens, quer mulheres,
Têm o direito de viver!

- Débora Amorim
- 06.11.2012
- 05:04h

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Um tudo de nada.


Ouvi um pedido de ajuda
De uma voz um pouco rouca,
Voz essa quase muda
Que me deixava louca.

Eram gritos silenciosos
Vindos de uma multidão,
Um coração cheio de remorsos
Que se encontrava na solidão.

Era alguém que me chamava
Com uma voz meio desgastada,
E que procurava
A resposta para o “nada”.

Nada era o que ela tinha
No meio de quase tudo.
Um coração que continha
Dentro dele meio mundo.

Tinha tudo, mas não tinha nada.
Tinha amor, mas não verdadeiro.
Tinha Amizades de fachada
E ódio pelo mundo inteiro.

Tinha um tudo de nada
Do que existe nesta vida,
Não tinha nada do tudo
Que se precisa para sarar uma ferida.

Hoje são apenas restos…
De esperança ou de força.
Restos de sentimentos honestos,
Há espera que alguém os ouça!

- Débora Amorim
- 30.10.2012
- 05:24h

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Acalma-te Coração.


Acalma-te Coração
Que ele não é teu,
Isso tudo foi ilusão
E foi mentira o que ele prometeu.

Habitua-te a esse vazio
E a essa dor que não tem fim.
Ele vai continuar a ser frio,
Daqui para a frente é assim.

Tens de aprender a suportar
As lágrimas e os ciúmes,
Agora tens de aguentar
Para sairmos os dois imunes.

Finge que não te magoa,
Age como se não te importasses.
E por muito que doa
Controla esses teus impasses.

Acalma-te Coração,
Sou eu que te estou a pedir.
Ouve com atenção:
O pior ainda está por vir.

Por isso esconde as emoções
E a dor toda das lembranças,
E em todas as situações
Tenta não ganhar esperanças.

Tenta não te magoar
E esquecer quem te faz sofrer,
E quando quiseres arriscar
Pensa no sofrimento que isso poderá trazer!
- Débora Amorim
- 14.19.2012
- 03:18h

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Pequenina...


Tanta guerra, tanto crime
Tanto ódio e rancor,
Tirem-me deste filme
Onde não existe Amor.

Tantas perdas nesta vida
Que não dá para entender,
Eras uma vida Pequenina
Mas estávamos prontos para te receber.

Ninguém sente esta dor
Ninguém sabe como é,
Foste recebida com Amor
Mesmo antes de sentirem o teu pontapé.

Eras do tamanho da minha mão
Tão frágil e pequenina,
Ouvia-se o teu coração…
Mas foi esta a tua sina.

Lutaste até ao fim
Sempre de cabeça erguida,
Cativaste muito de mim
Mas da tua Mãe mais ainda.

Estávamos de braços abertos
E a acompanhar a tua vinda,
Mas os caminhos não foram os mais certos
E vimos a despedida.

As lágrimas da tua Mãe,
E o teu Pai a sofrer.
Eles queriam-te bem
Mas não foi suficiente o querer.

Sei que custa e que dói
A dor que a tua Mãe sente,
Eu sei que a corrói
E que lhe destrói a mente.

Mas estamos ao lado dela
Para lhe dar atenção,
Para ver o sorriso dela
E para a tirar do chão.

O teu Pai também ajuda
Como sempre ajudou,
Mas a vida muda
E a vossa mudou…

Mas estamos todos aqui
Porque um dia tudo vai passar,
E nós vamos chegar até Ti
Nem que estejas difícil de alcançar!
- Débora Amorim
- 06.07.2012
- 17:49h

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Isto é o Amor..


O Amor é complicado
De se dar e receber,
É um sentimento delicado
Que poucos conseguem ter.

É sofrer calada
E chorar secretamente,
É sentir-se amada
E arriscar novamente.

O Amor é orgulhoso
E acaba por se perder,
Às vezes é tão teimoso
Que dói só de ver.

O Amor manda indirectas
Quando não tem o que quer,
Tem conversas discretas
Com homem ou com mulher.

O Amor tem muito medo
De não ser bem recebido,
Por isso fica em segredo
Como se nunca tivesse existido.

Gosta de andar a fugir
Do que não lhe convém,
Nunca quer abrir
A porta certa para ninguém.

É magoado e desprezado
E depois fica a chorar..
Torna-se num Amor revoltado
Que ninguém consegue agarrar.

O Amor é Felicidade
Ou então é dor.
Bem-vindo à realidade
Porque isto é o Amor.
- Débora Amorim
- 09.06.2012
- 04:34h

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Alguém?


Dói mas ninguém acredita,
Magoa mas ninguém quer ver,
Só ouvem uma voz bonita
Que se impõe há que se está a esconder.

Tantos gritos silenciosos,
Tantas lágrimas escondidas,
Quantos e quantos remorsos
De mágoas passadas perdidas.

Queria alguém que me ouvisse
E que me pudesse entender,
Alguém que não desistisse
Do meu modo de viver.

Uma palavra amiga,
Um abraço apertado,
Alguém que me abriga
E permanece ao lado.

Alguém que seja fiel
E que guarde os meus segredos,
Além da caneta e do papel
Preciso de alguém para partilhar medos.

Não importa o sexo,
Porque isso não define personalidade.
Importa-me as conversas sem nexo
E algumas com seriedade.

Alguém que seja como eu
E que oiça o que eu sinto,
Que tenha um espaço meu
E que acredite que eu não minto.
- Débora Amorim
- 01.06.2012
- 02:38h


domingo, 6 de maio de 2012

Mãe!


És uma Grande Mulher
A melhor que existe,
A Mãe que toda a gente quer
E que não aguenta ver a filha triste.

És Mãe e Amiga,
Dás-me o teu braço para chorar.
És quem me abriga
Quando eu estou a precisar.

Obrigada por tudo
Durante estes 18 anos,
Mãe, tu és o mundo
Para mim e para os meus manos.

Deste-me a vida
E eu dei-te o meu coração,
Tu curas qualquer ferida
Só com a tua protecção.

Obrigada por me apoiares,
Por seres Mãe de verdade.
Estou aqui quando precisares
Essa é a nossa realidade.

Quando te faltar a força
Eu vou-te dar a minha,
Vais ter aqui alguém que te ouça
Para nunca te sentires sozinha.

Amo-te muito Mãe,
Nunca penses que não.
Eu só quero o teu bem
E que me dês a tua mão!

- Débora Amorim
- 06.05.2012
- 19:06

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Há uma Vida dentro de Ti.


Isto é para quem engravida
E não sabe de quem,
Para quem se contagiou com sida
Ou outras doenças também.

Para quem provoca abortos
Sem necessidade,
Para quem vê fetos mortos
Ainda em tenra idade.

Para quem não tem consciência
Do que é tirar uma vida.
Gravidez na Adolescência
Pode ser impedida.

Para quem mata um embrião
Por uma decisão mal tomada,
Para quem tem uma opinião
Que está mal formada.

Para quem pensa que abortar
Não trás consequências.
Para quem se esquece que o aborto pode falhar
E trazer ao mundo uma criança com deficiências.

Para quem não tem noção
Do que é tirar uma vida.
Na tua barriga há um bater de coração
De uma criança ainda adormecida.

Para quem não quer saber
Do que tem dentro de si,
Um bebé lindo pode nascer
Mas isso só depende de ti!
- Débora Amorim
- 12.04.2012
- 18:51


sábado, 31 de março de 2012

Ficas?


Pode parecer loucura
Viver nesta ilusão,
Ilusão que me procura
E prende o meu coração.

Podes-lhe chamar estupidez
Mas eu chamo de Amor.
Sofrer muita vez,
Mas mesmo assim suportar a dor.

Podes dizer que estou errada
Por alimentar tal sentimento,
Mas eu sem ti não sou nada,
Pelo menos neste momento.

Estou presa a ti
Mesmo que não queira.
Peço-te, fica comigo aqui,
Deixa ser isto à minha maneira.

Abraça-me, fica do meu lado
E sussurra baixo no meu ouvido.
Prometo não te deixar magoado
Muito menos desiludido.

Promete-me lágrimas de felicidade
Ou então de emoção,
Diz-me sempre a verdade
E dá-me sempre a tua mão.

Prometo não te desapontar
Aconteça o que acontecer,
Vou-te sempre apoiar
E nunca te deixar sofrer!
- Débora Amorim
- 31.03.2012
- 04:12h




quarta-feira, 21 de março de 2012

Ficam as Lembranças..

Eras a razão da minha felicidade
E a cura para a minha dor.
Valorizava muito a tua Amizade
Mas sempre preferi o teu Amor.

Nunca fui capaz de admitir
Quando tinha oportunidade,
Sempre te consegui omitir
Os meus sentimentos de verdade.

Nunca conseguiste perceber
As indirectas que te mandava,
Tentava fazer-te entender
Que era de ti que eu gostava.

Era por ti que o meu coração batia
Mesmo quando não estavas por perto.
Admito que às vezes era fria
Mas era por medo que nada desse certo.

Esse medo tornou-se real
E hoje não estás aqui comigo.
Mas antes de seres especial
Já eras um bom amigo.

Tenho de meter a cabeça no lugar
E a nossa Amizade também.
Continuo a querer-te apoiar
Porque só quero o teu bem.

Mas quero que fiques bem ciente
Dos meus sentimentos.
Nada vai ficar diferente,
Só guardarei os nossos momentos.

Na cabeça e no coração
De forma a não esquecer,
E isto foi uma lição
Que serviu para eu aprender.
- Débora Amorim
- 21.03.2012
- 17:08h

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Não consigo..

Não mandamos no coração
E não gostamos de quem queremos,
Amores são uma desilusão
Que todos nós vivemos.

Não sei o que é pior,
Magoar ou ser magoado.
Eu olho ao meu redor
E revejo-me no meu passado.

Magoo-o quem gosta de mim
E sofro por dentro,
Eu não quero que isto continue assim
Porque se não eu rebento.

Os sentimentos não são controlados
E apoderam-se do meu coração,
De braços e de pés atados
Eu sinto-me presa a uma enorme solidão.

Não o queria magoar
Mas acabei por o fazer,
Eu não consigo suportar
O que está a acontecer.

Desculpas não adiantam de nada
Mas é só o que te consigo pedir.
Por dentro sinto-me revoltada
E pouco mais consigo sentir.

Não há palavras suficientes
Para descrever como estou,
Só sei dizer que ambos estamos cientes
Que isto ainda não acabou.
- Débora Amorim
- 28.02.2012
- 23:39h


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Sorri para a Vida!

Não sei o que se passa comigo,
É tudo muito complicado.
Eu tento, mas não consigo
Deixar o sofrimento de lado.

O passado teima em voltar
E traz-me más recordações.
Deixa-me a pensar
Nas passadas desilusões.

Às vezes ser forte não é opção,
É mesmo a única alternativa.
Erguer a cabeça do chão
E deixar de andar à deriva.

“O sofrimento já acabou”
É o que eu tenho de dizer,
“Custou, mas já passou
E foi o melhor que eu consegui fazer”.

Tenho de me mentalizar
Que essa é a realidade,
E os meus problemas enfrentar
Não passa de mais uma dificuldade.

A vida tem de ser enfrentada
Com a cabeça bem erguida,
Não me considero já como derrotada
E nem me dou já como vencida.

Vou continuar a sorrir
Como se nada me magoasse,
Porque o que está por vir
É como se nunca me perturbasse.
- Débora Amorim
- 24.02.2012
- 23:31h

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Que mundo?

Vejo guerras em todo o lado,
Neste mundo só há desaforo.
Vejo um ou outro ar preocupado
A dizer “qualquer dia morro”.


Fome e pestilências,
Roubo e prostituição,
Graves deficiências
Ou não ter dinheiro na mão.


Crianças abandonadas,
Mendigos na rua,
Acidentes nas estradas
Mas a vida continua.


Crianças são violadas,
Mortas ou escondidas,
Sem sequer serem observadas
Aprendem a curar as suas feridas.


Prostitutas a ganhar a vida
Através de meios imprudentes,
Sujeitas a apanhar sida
Com os seus ditos pretendentes.


Mendigos a apanhar frio
E a serem espezinhados,
Têm a sua vida por um fio
E são sempre mal tratados.


Ladrões muito cautelosos
Aproximam-se de nós,
Assaltam idosos
E adultos num instante veloz.

Este mundo vai de mal a pior
Qualquer dia não há como viver.
Sonho com um sítio bem melhor
Onde ninguém possa disto sofrer!
- Débora Amorim
- 14.02.2012
- 23:14h

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Coração?

Coração, coração,
Onde é que tu estás?
Sai da solidão,
Eu sei que és capaz!

Vem viver a vida
Que abandonaste,
Cura essa ferida
E prova que mudaste.

Vem viver sem medos
Que eu vou-te proteger,
Vou guardar os teus segredos
Sem ter nada a temer.

Sê forte e enfrenta
O que está por vir,
Levanta-te e aguenta
E nem penses em desistir.

Fica à retaguarda
Mas mantêm-te de pé,
Encara a realidade amarga,
Pelo menos sabes como ela é.

Não fiques triste
E nem penses no passado.
Tens de ser forte, ouviste?
E deixar o sofrimento de lado.

Estou a acompanhar os teus passos
E a ouvir os teus sussurros,
Estou a agarrar-te com os meus braços
E a sentir os teus silenciosos murros.
- Débora Amorim
- 13.05.2012
- 01:25h