quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Um tudo de nada.


Ouvi um pedido de ajuda
De uma voz um pouco rouca,
Voz essa quase muda
Que me deixava louca.

Eram gritos silenciosos
Vindos de uma multidão,
Um coração cheio de remorsos
Que se encontrava na solidão.

Era alguém que me chamava
Com uma voz meio desgastada,
E que procurava
A resposta para o “nada”.

Nada era o que ela tinha
No meio de quase tudo.
Um coração que continha
Dentro dele meio mundo.

Tinha tudo, mas não tinha nada.
Tinha amor, mas não verdadeiro.
Tinha Amizades de fachada
E ódio pelo mundo inteiro.

Tinha um tudo de nada
Do que existe nesta vida,
Não tinha nada do tudo
Que se precisa para sarar uma ferida.

Hoje são apenas restos…
De esperança ou de força.
Restos de sentimentos honestos,
Há espera que alguém os ouça!

- Débora Amorim
- 30.10.2012
- 05:24h

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