Neste mundo só há desaforo.
Vejo um ou outro ar preocupado
A dizer “qualquer dia morro”.
Fome e pestilências,
Roubo e prostituição,
Graves deficiências
Ou não ter dinheiro na mão.
Roubo e prostituição,
Graves deficiências
Ou não ter dinheiro na mão.
Crianças abandonadas,
Mendigos na rua,
Acidentes nas estradas
Mas a vida continua.
Mendigos na rua,
Acidentes nas estradas
Mas a vida continua.
Crianças são violadas,
Mortas ou escondidas,
Sem sequer serem observadas
Aprendem a curar as suas feridas.
Mortas ou escondidas,
Sem sequer serem observadas
Aprendem a curar as suas feridas.
Prostitutas a ganhar a vida
Através de meios imprudentes,
Sujeitas a apanhar sida
Com os seus ditos pretendentes.
Sujeitas a apanhar sida
Com os seus ditos pretendentes.
Mendigos a apanhar frio
E a serem espezinhados,
Têm a sua vida por um fio
E são sempre mal tratados.
Têm a sua vida por um fio
E são sempre mal tratados.
Ladrões muito cautelosos
Aproximam-se de nós,
Assaltam idosos
Aproximam-se de nós,
Assaltam idosos
E adultos num instante veloz.
Este mundo vai de mal a pior
Qualquer dia não há como viver.
Sonho com um sítio bem melhor
Onde ninguém possa disto sofrer!
Qualquer dia não há como viver.
Sonho com um sítio bem melhor
Onde ninguém possa disto sofrer!
- Débora Amorim
- 14.02.2012
- 23:14h
- 14.02.2012
- 23:14h
Que mundo ? Que mundo é este onde vivemos, em que basta mover o olhar escassos centímetros , para nos depararmos logo com prostitutas, roubos, mendigos, crianças abandonadas? Que realidade é esta que nos obriga a sarar as feridas sozinhos e a erguer-mo-nos do chão sem ajudas?
ResponderEliminarGostei muito! É uma representação da realidade muito bem caracterizada, muito bem especificada. Tens muito jeito e sem papas nas línguas, enumeras todos os erros crassos desta sociedade.
Parabéns, Dé *-*
beijinho, a tua parceira de fuga ;)