terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Não consigo..

Não mandamos no coração
E não gostamos de quem queremos,
Amores são uma desilusão
Que todos nós vivemos.

Não sei o que é pior,
Magoar ou ser magoado.
Eu olho ao meu redor
E revejo-me no meu passado.

Magoo-o quem gosta de mim
E sofro por dentro,
Eu não quero que isto continue assim
Porque se não eu rebento.

Os sentimentos não são controlados
E apoderam-se do meu coração,
De braços e de pés atados
Eu sinto-me presa a uma enorme solidão.

Não o queria magoar
Mas acabei por o fazer,
Eu não consigo suportar
O que está a acontecer.

Desculpas não adiantam de nada
Mas é só o que te consigo pedir.
Por dentro sinto-me revoltada
E pouco mais consigo sentir.

Não há palavras suficientes
Para descrever como estou,
Só sei dizer que ambos estamos cientes
Que isto ainda não acabou.
- Débora Amorim
- 28.02.2012
- 23:39h


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Sorri para a Vida!

Não sei o que se passa comigo,
É tudo muito complicado.
Eu tento, mas não consigo
Deixar o sofrimento de lado.

O passado teima em voltar
E traz-me más recordações.
Deixa-me a pensar
Nas passadas desilusões.

Às vezes ser forte não é opção,
É mesmo a única alternativa.
Erguer a cabeça do chão
E deixar de andar à deriva.

“O sofrimento já acabou”
É o que eu tenho de dizer,
“Custou, mas já passou
E foi o melhor que eu consegui fazer”.

Tenho de me mentalizar
Que essa é a realidade,
E os meus problemas enfrentar
Não passa de mais uma dificuldade.

A vida tem de ser enfrentada
Com a cabeça bem erguida,
Não me considero já como derrotada
E nem me dou já como vencida.

Vou continuar a sorrir
Como se nada me magoasse,
Porque o que está por vir
É como se nunca me perturbasse.
- Débora Amorim
- 24.02.2012
- 23:31h

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Que mundo?

Vejo guerras em todo o lado,
Neste mundo só há desaforo.
Vejo um ou outro ar preocupado
A dizer “qualquer dia morro”.


Fome e pestilências,
Roubo e prostituição,
Graves deficiências
Ou não ter dinheiro na mão.


Crianças abandonadas,
Mendigos na rua,
Acidentes nas estradas
Mas a vida continua.


Crianças são violadas,
Mortas ou escondidas,
Sem sequer serem observadas
Aprendem a curar as suas feridas.


Prostitutas a ganhar a vida
Através de meios imprudentes,
Sujeitas a apanhar sida
Com os seus ditos pretendentes.


Mendigos a apanhar frio
E a serem espezinhados,
Têm a sua vida por um fio
E são sempre mal tratados.


Ladrões muito cautelosos
Aproximam-se de nós,
Assaltam idosos
E adultos num instante veloz.

Este mundo vai de mal a pior
Qualquer dia não há como viver.
Sonho com um sítio bem melhor
Onde ninguém possa disto sofrer!
- Débora Amorim
- 14.02.2012
- 23:14h

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Coração?

Coração, coração,
Onde é que tu estás?
Sai da solidão,
Eu sei que és capaz!

Vem viver a vida
Que abandonaste,
Cura essa ferida
E prova que mudaste.

Vem viver sem medos
Que eu vou-te proteger,
Vou guardar os teus segredos
Sem ter nada a temer.

Sê forte e enfrenta
O que está por vir,
Levanta-te e aguenta
E nem penses em desistir.

Fica à retaguarda
Mas mantêm-te de pé,
Encara a realidade amarga,
Pelo menos sabes como ela é.

Não fiques triste
E nem penses no passado.
Tens de ser forte, ouviste?
E deixar o sofrimento de lado.

Estou a acompanhar os teus passos
E a ouvir os teus sussurros,
Estou a agarrar-te com os meus braços
E a sentir os teus silenciosos murros.
- Débora Amorim
- 13.05.2012
- 01:25h