sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

De sempre, para nunca mais!

Eras tu quem me levantava
Quando eu estava no chão,
Eras tu quem tratava
E cuidava do meu coração.

Estavas lá quando eu precisava
Fosse noite ou dia,
Vinhas quando eu te chamava
Transmitindo-me sempre alegria.

Elevavas-me a moral
E metias-me um sorriso no rosto.
Mostravas-me que a vida não corre sempre mal
E que não vai sempre no sentido oposto.

Era a ti que eu recorria
Nos momentos de aflição,
Eras tu quem me percebia
E me tirava da solidão.

Eras tu a minha melhor amiga
Mas deixaste de o ser,
Hoje nem és amiga
Nem nada que se possa parecer.

Às vezes olho para as lembranças
Em forma de texto e fotografias,
Antes éramos apenas duas crianças
Que estavam juntas ‘todos os dias’.

Às vezes a saudades bate no peito
Deixando-me um pouco triste,
Deixando o meu coração desfeito
Porque a tua promessa não cumpriste.

Foram 17 anos de Amizade,
Mas disso não quiseste saber,
Magoaste-me de verdade
Mas nunca o conseguirás perceber.

Não entendo a tua atitude
E a maneira que ages como se nada tivesses feito.
Mas perdoar nunca foi a minha virtude,
E não esquecer será sempre o meu defeito.
- Débora Amorim
- 02.12.2011
- 03:15h

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