domingo, 11 de dezembro de 2011

Chama-se… Amor?

É uma palavra delicada
E poucos sabem o seu significado,
Porém consegue ser usada
Para deixar um coração danificado.

Deixa corações muito contentes
Mas também muito desiludidos.
Consegue ter dois resultados diferentes
E consegue ter sempre dois sentidos.

Causa dor e tristeza
Ou então felicidade sem comparação,
Faz dos humanos a sua presa
Arrancando-lhes o coração.

Mas por vezes fica quieto
E sem magoar ninguém.
O amor pode estar muito perto,
Como pode estar muito além.

É curioso e imprudente
Não nos deixando tomar precauções,
É instável e indecente
Quando magoa os nossos corações.

Deixa feridas interiores
Difíceis de cicatrizar,
Faz-nos passar por horrores
Que só nos fazem chorar.

Mas também nos rouba gargalhadas
E faz-nos sentir bem.
Proporciona-nos tardes bem passadas,
Noite e manhãs também.

Tudo depende de como é encarado
E das loucuras que se comete,
O amor é recebido e dado
E com ele pouca gente se mete.
- Débora Amorim
- 11.12.2011
- 03:19h

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Quem?

Quem consegue explicar
Este ciclo da vida?
Quem se consegue enganar
Fingindo que é imune a qualquer ferida?

Quem consegue viver
Sem ter de dar explicações?
Quem consegue ver
Este mundo sem limitações?

Quem é forte o suficiente
Para tudo enfrentar?
Quem consegue seguir em frente
Sem desvanecer o brilho do olhar?

Quem consegue representar
Dia após dia?
Quem consegue imitar
Um sorriso de alegria?

Quem consegue perceber
O que eu aqui escrevi?
Alguém está a viver
O que em tempos já vivi?

São perguntas diversificadas
Que me invadem o pensamento,
São pessoas falsificadas
Que surgem a qualquer momento.

São aspectos verdadeiros
E difíceis de enfrentar,
Porque nós seremos sempre os primeiros
Prontos para representar.
- Débora Amorim
- 05.12.2011
- 09:14h

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

De sempre, para nunca mais!

Eras tu quem me levantava
Quando eu estava no chão,
Eras tu quem tratava
E cuidava do meu coração.

Estavas lá quando eu precisava
Fosse noite ou dia,
Vinhas quando eu te chamava
Transmitindo-me sempre alegria.

Elevavas-me a moral
E metias-me um sorriso no rosto.
Mostravas-me que a vida não corre sempre mal
E que não vai sempre no sentido oposto.

Era a ti que eu recorria
Nos momentos de aflição,
Eras tu quem me percebia
E me tirava da solidão.

Eras tu a minha melhor amiga
Mas deixaste de o ser,
Hoje nem és amiga
Nem nada que se possa parecer.

Às vezes olho para as lembranças
Em forma de texto e fotografias,
Antes éramos apenas duas crianças
Que estavam juntas ‘todos os dias’.

Às vezes a saudades bate no peito
Deixando-me um pouco triste,
Deixando o meu coração desfeito
Porque a tua promessa não cumpriste.

Foram 17 anos de Amizade,
Mas disso não quiseste saber,
Magoaste-me de verdade
Mas nunca o conseguirás perceber.

Não entendo a tua atitude
E a maneira que ages como se nada tivesses feito.
Mas perdoar nunca foi a minha virtude,
E não esquecer será sempre o meu defeito.
- Débora Amorim
- 02.12.2011
- 03:15h