quinta-feira, 7 de julho de 2011

Acabou..

Como é que eu posso acabar
Algo que nem sequer começou?
Como é que eu pude magoar
Alguém que diz que me amou?

Porque é que eu não o ouvi?
Se calhar ele tinha razão..
Eu acreditei nos outros mas não vi
O mal que me ia no coração.
É verdade que fiquei revoltada
Com o que me veio parar aos ouvidos,
No fundo fiquei magoada
E entre dois sentidos proibidos.
Não sabia para onde me virar,
Não sabia o que dizer,
Mas eu não me consegui controlar
E o pior acabou por acontecer.
Lembro-me de ter ganho coragem
E escrever ‘ Bruno, acabou’,
E lembro-me de receber uma mensagem
A dizer ‘O quê? O que é que se passou?’
Querias falar comigo
Mas eu dei-te para trás,
Olhei só para o meu umbigo,
Nem sei como é que fui capaz..
Acabaste por me ligar
E eu perguntei ‘O que é que tu queres, agora?!’
Tu disseste para eu me acalmar
E eu mandei tudo para fora.
Eu sei que te magoei,
O que eu disse não foi fácil de ouvir,
Também sei que errei
E que o pior ainda está para vir.
Mas errar é humano
E eu até dou o braço a torcer,
Já devias saber que o que eu profano
Não é para se escrever.
Mas agora já é tarde
E já não há opção,
Já não tenho a tua Amizade,
Já não te tenho na mão.
Só o tempo resolverá
O que ainda está por vir,
E só o tempo dirá
Se eu irei ou não conseguir.
Conseguir ter-te de volta,
Novamente ao meu lado,
Vamos dar uma cambalhota
E voltar ao passado..
- Débora Amorim
- 07.07.2011
- 01:42h

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