sexta-feira, 22 de julho de 2011

Serei sempre ‘Filha’

O tempo passou
Mas tudo continua igual,
Ele voltou
Mas isto permanece mal.

Continuam a existir discussões
Como antes existiam,
Eles parecem dois corações
Que nunca mais se uniram.
Eu ainda não consegui entender
O porquê de eles estarem assim,
Isto faz-me sofrer
E dá cabo de mim.
Ver-vos a discutir
Sem poder fazer nada,
É difícil assistir
E ter de ficar calada.
Só me apetece ir embora,
Pode ser que aí vocês me dêem valor,
Aqui dentro há um Coração que chora
Por falta de Carinho e Amor.
E ninguém nota
Nesse Coração quebrantado,
Por favor, olhem à vossa volta
E vejam como ele está magoado.
Mas eu sei que não adianta
Pedir conforto e atenção,
Se eu choro alguém se espanta
Mas também ninguém me tira do chão.
Só dão valor a esses contratempos
E a essas discussões,
Deviam era aproveitar os bons momentos
E deixar para trás passadas relações.
Se é passado é passado
E vocês só têm de esquecer,
Mas não se esqueçam que têm uma filha ao lado
Que ainda está a crescer..
- Débora Amorim
- 22.07.2011
- 17:57h

domingo, 17 de julho de 2011

Sê feliz!

Nunca pensei que fosses capaz
De me fazeres uma coisa desta,
Tu não és aquele rapaz
Que dizia que a relação era honesta.

Perdeste-te no meio dessa gente,
Foste influenciado pelo pessoal,
Agora estás diferente
Mas continuas a ser especial.
Tu não consegues perceber
O que eu sinto por ti,
Não há mais nada a fazer
E a relação acabou aqui.
Tinha muito Amor para dar
Mas tu nem isso quiseste,
Eu sei que fui eu que decidi acabar
Mas depois nem uma oportunidade me deste.
Assim não chegas a lado nenhum,
E só mais tarde é que vais dar valor,
Vais perceber que não foste só mais um,
Mas sim um grande Amor.
Mas a vida é assim
E eu tenho de aprender a lidar com isso,
Agora tudo teve um fim
E já não temos um compromisso.
Só quero que sejas feliz
No meio dessa tua imaturidade,
Apesar de tudo eu sei o que fiz
E também sei que gostei de ti de verdade.
- Débora Amorim
- 17.07.2011
- 00:37h

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Acabou..

Como é que eu posso acabar
Algo que nem sequer começou?
Como é que eu pude magoar
Alguém que diz que me amou?

Porque é que eu não o ouvi?
Se calhar ele tinha razão..
Eu acreditei nos outros mas não vi
O mal que me ia no coração.
É verdade que fiquei revoltada
Com o que me veio parar aos ouvidos,
No fundo fiquei magoada
E entre dois sentidos proibidos.
Não sabia para onde me virar,
Não sabia o que dizer,
Mas eu não me consegui controlar
E o pior acabou por acontecer.
Lembro-me de ter ganho coragem
E escrever ‘ Bruno, acabou’,
E lembro-me de receber uma mensagem
A dizer ‘O quê? O que é que se passou?’
Querias falar comigo
Mas eu dei-te para trás,
Olhei só para o meu umbigo,
Nem sei como é que fui capaz..
Acabaste por me ligar
E eu perguntei ‘O que é que tu queres, agora?!’
Tu disseste para eu me acalmar
E eu mandei tudo para fora.
Eu sei que te magoei,
O que eu disse não foi fácil de ouvir,
Também sei que errei
E que o pior ainda está para vir.
Mas errar é humano
E eu até dou o braço a torcer,
Já devias saber que o que eu profano
Não é para se escrever.
Mas agora já é tarde
E já não há opção,
Já não tenho a tua Amizade,
Já não te tenho na mão.
Só o tempo resolverá
O que ainda está por vir,
E só o tempo dirá
Se eu irei ou não conseguir.
Conseguir ter-te de volta,
Novamente ao meu lado,
Vamos dar uma cambalhota
E voltar ao passado..
- Débora Amorim
- 07.07.2011
- 01:42h

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Caminhos diferentes..

Em apenas um minuto
Eu decidi o meu caminho,
E agora aqui está o fruto
Do que eu quis para o meu destino.

Agi de cabeça quente
Mas não o devia ter feito,
Agora tudo ficou diferente
Mas Ele continua a ser o Eleito.

Foram as constantes provações
Que destruíram a palavra ‘nós’,
Agora somos dois corações
Que se encontram a sós.

Agora só o futuro dirá
O que irá acontecer,
O que tiver de ser, será
E eu isso não posso temer.

Surgiram muitas desconfianças
E admito que foi da minha parte,
Nós parecíamos duas crianças
A entrar em pleno combate.

Hoje olho para trás
E lembro-me do que se passou:
’Abre os olhos, rapaz,
Já te disse que acabou!’

Tentaste-me convencer do contrário
Mas eu não quis saber,
E agora o meu salário
É ficar a sofrer.

‘Cada um tem o que merece’
É uma frase muito conhecida,
O que tem de acontecer, acontece,
Que eu um dia curarei a ferida.

- Débora Amorim
- 06.07.2011
- 12:53h