quinta-feira, 4 de julho de 2013

Recordações.

Passeando pela estrada,
Por um caminho de terra batida,
Encontrei uma cortada,
Rumo a uma terra desconhecida.

Empolgada, avancei, sem medo,

Sem receio.
Pensei manter tudo em segredo,
Até que uma lágrima me veio.

Vi um lugar lindo,

Abandonado mas com classe.
Olhei, com as lágrimas caindo,
Procurando acalmar o meu impasse.

Recordei-me do meu passado,

Era uma casa parecida!
Meti memória lado a lado,
Mas uma estava muito envelhecida.

Lembrava-me de crianças felizes,

A gargalhar e a correr...
Eram as minhas raízes,
Aquela casa que eu estava a ver.

E aquele jardim,

Tão só e abandonado,
Em tempos cuidou de mim,
E eu dele, por um bocado.

Aquelas escadas antigas,

Caídas e destruídas,
Foram o local de muitas brigas,
Brincadeiras e despedidas.

Sinto uma saudade a apertar...

Recordações a invadir-me,
Uma vontade de chorar,
Por não poder redimir-me.

Fui criança sem saber,

E agora sou adulta à força,
Antes, só queria crescer...
E agora só quero que alguém me ouça!


- Débora Amorim
-  04.07.2013
- 01:40h