sexta-feira, 6 de julho de 2012

Pequenina...


Tanta guerra, tanto crime
Tanto ódio e rancor,
Tirem-me deste filme
Onde não existe Amor.

Tantas perdas nesta vida
Que não dá para entender,
Eras uma vida Pequenina
Mas estávamos prontos para te receber.

Ninguém sente esta dor
Ninguém sabe como é,
Foste recebida com Amor
Mesmo antes de sentirem o teu pontapé.

Eras do tamanho da minha mão
Tão frágil e pequenina,
Ouvia-se o teu coração…
Mas foi esta a tua sina.

Lutaste até ao fim
Sempre de cabeça erguida,
Cativaste muito de mim
Mas da tua Mãe mais ainda.

Estávamos de braços abertos
E a acompanhar a tua vinda,
Mas os caminhos não foram os mais certos
E vimos a despedida.

As lágrimas da tua Mãe,
E o teu Pai a sofrer.
Eles queriam-te bem
Mas não foi suficiente o querer.

Sei que custa e que dói
A dor que a tua Mãe sente,
Eu sei que a corrói
E que lhe destrói a mente.

Mas estamos ao lado dela
Para lhe dar atenção,
Para ver o sorriso dela
E para a tirar do chão.

O teu Pai também ajuda
Como sempre ajudou,
Mas a vida muda
E a vossa mudou…

Mas estamos todos aqui
Porque um dia tudo vai passar,
E nós vamos chegar até Ti
Nem que estejas difícil de alcançar!
- Débora Amorim
- 06.07.2012
- 17:49h